Origamis: Dobraduras de papel

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import_contactsIntencionalidade Pedagógica
A dobradura de papel Origami funciona como uma ferramenta didática artística que pode facilitar o processo de ensino e aprendizagem dos conceitos básicos de Geometria Plana e Espacial. Ademais, um estímulo ao desenvolvimento de elementos intelectuais e, ao mesmo tempo, aspectos psicológicos e físicos: exige concentração, coordenação motora fina, ordenação, persistência, disciplina, atenção, raciocínio lógico e calma.
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infoCódigo BNCC
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.(EF69AR07) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas, repertórios imagéticos e processos de criação nas suas produções visuais.
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chrome_reader_modePlanejando CantinhosCantinho da ArteCantinho dos Jogos
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child_careFaixa EtáriaIdade escolar 1Idade escolar 2Pré-adolescênciaAdolescência
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sports_kabaddiComo Brincar ?
Instrua o(a)s aluno(a)s com a representação do passo a passo de como as dobraduras devem ser confeccionadas. Isto é: Indicar o modelo, as formas, as direções e os números das dobras (vertical, diagonal, horizontal).
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starCuriosidades
"A palavra japonesa origami quer dizer "dobrar papel" (ori = dobrar; kami = papel) e se refere a uma arte hoje disseminada pelo mundo inteiro. Apesar de ser um patrimônio da cultura japonesa, é provável que tenha começado na China, a qual é considerada "o berço do papel". À medida que a confecção do papel foi se tornando mais simples e o papel mais acessível, o Origami tornou-se cada vez mais uma arte popular. Contudo, os japoneses sempre foram muito cuidadosos em não desperdiçar; guardavam sempre todas as pequenas réstias de papel, e usavam-nas nos seus modelos de Origami. Durante séculos, não existiram instruções para criar os modelos Origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração. Em 1787, foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata) contendo o primeiro conjunto de instruções Origami para dobrar um pássaro sagrado do Japão. O Origami tornou-se uma forma de arte muito popular, conforme indica uma impressão em madeira de 1819 intitulada "Um mágico transforma folhas em pássaros", que mostra pássaros a serem criados a partir de folhas de papel. Em 1845, foi publicado outro livro (Kan no mado) que incluía uma coleção de aproximadamente 150 modelos Origami. Este livro introduzia o modelo do sapo, muito conhecido hoje em dia. Com esta publicação, o Origami espalha-se como atividade recreativa no Japão. Não seriam apenas os Japoneses a dobrar o papel, mas também os Mouros, no Norte da África, que trouxeram a dobragem do papel para Espanha na sequência da invasão árabe no século VIII. Os mouros usavam a dobragem de papel para criar figuras geométricas, uma vez que a religião proibia-os de criar formas animais. Da Espanha, espalhar-se-ia para a América do Sul. Com as rotas comerciais marítimas, o Origami entra na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos. Hoje em dia, pode-se encontrar grandes mestres em dobraduras praticamente no mundo todo. Novas e melhores técnicas de dobradura desenvolvidas atualmente deixariam boquiabertos os mestres da antiguidade."
Referência: https://www.ime.usp.br/~iole/aprendendo%20geometria%20com%20origami.pdf - Consulta em 05/01/2024."Tanto no Japão como na Espanha, as possibilidades educativas que a arte de dobrar papéis poderiam proporcionar estavam muito claras. Na Europa, em 1837, a primeira escola de jardim da infância (kindergarten) surgiu com o pedagogo alemão Friedrich Froebel. Ele teria sido o primeiro a utilizar a papiroflexia como ferramenta educacional. Para Froebel, a criança deve começar dobrando o papel e reconhecendo os princípios da geometria euclidiana. Depois descobrir a vida, fazendo as dobraduras de animais e plantas. Finalmente, é estimular o senso estético, através da contemplação das dobraduras através de uma exposição. Essa perspectiva chegou ao Japão durante o Período Meiji, (1868 a 1912), fase de ampla abertura do Japão para o Ocidente e teve aceitação imediata. No Brasil, o uso pioneiro do Origami no Ensino Fundamental é atribuído a Yachiyo Koda que através da Aliança Cultural Brasil e Japão, teria oferecido várias oficinas a educadores e professores. A arte-educadora Lena Aschenbach (também conhecida como "Lena das dobraduras") especializou-se em Origami, e entre suas obras está o livro "Histórias e atividades pedagógicas com Origami". O uso de origami na Educação é mais difundido no ensino de Geometria. O Professor Jorge C. Lucero da UnB e autor do blogue “Origami na ciência, tecnologia e design” ao se referir ao trabalho de Alves & Cedro registrou: “Notem também que todas as construções geométricas que podem ser feitas com régua (sem marcas) e compasso, também podem ser feitas apenas dobrando uma folha de papel. A afirmação inversa não é verdade, pois com dobraduras podemos, também, calcular raízes cúbicas (como no problema Deliano), trissectar ângulos, construir um heptágono regular, e muito mais. A dobradura é, de fato, uma ferramenta geométrica mais poderosa que a combinação de régua (sem marcas) e compasso.” No nível acadêmico mais avançado, o origami pode ser usado para representar moléculas tridimensionalmente (“origami molecular”). Sepel e Loreto (2007) publicaram pela Sociedade Brasileira de Genética (SBG) o artigo “Estrutura do DNA em origami-possibilidades didáticas” onde a aplicação do origami é incentivada. Outro exemplo interessante é o do Núcleo de Difusão Biotecnológica da UFPB que publicou o “DNA em Origami”. Baixe aqui papel para impressão e instruções para as dobras (em inglês). Surpreendentemente, diante de tantos origamis tradicionais e criativos de plantas e animais, não há relatos de experiências didáticas brasileiras no ensino de Ciências ou Biologia. É por uma dessas razões que os autores propõem uma atividade sobre o uso do Origami nas aulas de Ciências do Ensino Fundamental."
Referência: https://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/Ensino_Fundamental/Origami/Documentos/indice_origami_educacao.htm - Consulta em 05/01/2024.